APELO ÍNDIGENA


Na memória que herdara a mente humana,
No código genético que herdei,
Anhangá hoje assusta a minha grei:
Tem a fereza da suçuarana.

A alma sabe outras dores que eu não sei
(Lembrança é sopro de zarabatana!).
A Amazônia é hospital que se profana.
A aldeia sofre... e o homem quer ser rei!

Homem branco: há lições além do estribo.
Já não basta beber da mesma cuia
Para sentir as dores de uma tribo...

Para enxergar além da forma vã
E ver, no rosto velho de um tapuia,
A face linda e jovem de Tupã!


Marcelo Henrique

 

 

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