Declaração Exaltada de Amor

                      ... celebrando o 10 de julho de 1997


Meu peito mal suporta a pulsação
Do coração deste poeta, em brasa,
Que mais se agita ao ver o vulto amado
Que, do passado, chega à minha casa.

Meus olhos, marejados, dizem tanto...
Pois, quase em pranto, a voz foge à garganta.
Tanta alegria, assim, num só momento,
No encantamento que a tudo suplanta.

No abraço que estreitamos, de alma pra alma,
Que doce é a calma a eternizar essa hora!
Cumplicidade que me faz um rei.
Tanto sonhei... e te reencontro agora!

Oásis que ilumina o meu deserto!
De peito aberto! De alma escancarada,
Na intenção das carícias, mais me iludo,
Querendo tudo... e não ousando nada!

Cessa a tristeza! Aumenta esse calor,
Tremendo de pudor a minha face,
Enquanto escuto o timbre de esplendor:
A voz do amor, se acaso o amor falasse.

Não prescinde do toque e da presença!
Com força imensa, apenas se renova
O antigo amor, sem nada profanar:
Esta emoção de amar que é sempre nova!

Por teu amor, por teu carinho imenso,
Eu me convenço de que tu és, aqui,
Suprema criação do Eterno Artista!
Ó luz benquista, é Deus que habita em ti!

Marcelo Henrique