
Escolha
Amálgama de torpes impurezas,
Sou barro feito à imagem do Divino,
Fantoche modelado em barro fino,
Talhado para as quedas e as fraquezas.
Quem me criou, não fez as almas presas,
Mas fez a liberdade e o desatino...
Eu me rebelo e forjo o meu destino.
Quem me criou, criou em mim grandezas!
Quem somos nós? Misto de carne e argila?!
Nós somos mais: trazemos na pupila
Centelhas imortais por trás de um véu...
E Deus, que nos criou, criou as ânsias,
Criou as fomes a encurtar distâncias,
Querendo transformar o barro em céu!
Marcelo Henrique