
Grito de Paz
Sangue ancestral dos índios corre em mim.
Protejo o coração contra Anhangá,
Multiplicando o que Tupã me dá,
Num ritual de amor que não tem fim.
Eu danço como se dançava lá...
E às tribos celestiais eu digo sim.
Invoco o meu caboclo e, num motim,
Faço vibrar, qual lança, o maracá.
E, ao celebrar os rituais de outrora,
Que eu possa consolar a alma que chora,
Minando as dores para, então, vencê-las.
Que eu possa, ó Deus-Tupã, por teu amor,
Ao despertar as tribos do torpor,
Harmonizar os seres como estrelas!
Marcelo Henrique
*Escrito na madrugada de 02-I-2008