
À Jandira Grillo
Morreu, em mim, metade do meu ser
Quando morreste, doce poetisa,
Alma feita de luz que, agora, pisa
As regiões etéreas do saber.
Calou-se a voz da flor e a voz da brisa,
Na inspiração que já não pode ser;
A mão que deixa a faina do escrever,
Em outros planos, muito mais realiza...
Se já venceu a morte, o nosso amor
É laço eterno que nos une e encerra
Minha saudade e a tua... aonde eu for...
E ainda mais: na dor que me consome,
Se, agora, tenho um anjo aqui na Terra,
Uma estrela, no céu, ganhou teu nome!
Marcelo Henrique