O FALSO BRILHO


O frio intenso é bom; é mau o frio
Que torna uma alma alheia e insensível.
Eu me pergunto: Como isso é possível?
E, então, me calo... e simplesmente rio.

O Sol brilhando é bom, mas é horrível
O brilho do ego, inflado, no vazio
Do ser que leva a vida por um fio
E faz do corpo a “casca” intransponível.

Ao distinguir o brilho que é fugace
Do verdadeiro brilho, que conduz
À perfeição, na trilha que palmilham.

Arranquemos a máscara da face!
Eu só peço – Escutai, filhos da Luz:
Ferraduras, nos cascos, também brilham!


Marcelo Henrique

 

 

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