
O AMOR DE DEUs
Que este aparelho possa se ajustar
Ao intercâmbio que de mim se espera,
Multiplicando, em comunhão sincera,
Os dons de Deus – o nume tutelar.
Eu já fui lodo, em forma irregular;
Depois, em redenção, também fui fera.
Instrumento do Pai, que reina e impera,
Que eu leve alento a quem me procurar.
Que, além do desamor e além da guerra,
O triunfo de Cristo sobre a Terra,
No mar da vida, nos conduza ao cais.
Com lágrimas, contemplo a Criação:
Os mundos a bailar pela amplidão...
Que importa? O amor de Deus é sempre mais!
Marcelo Henrique
* Soneto escrito nesta madrugada, durante um Trabalho Espiritual do Santo Daime, em Camanducaia/MG.