REMINISCÊNCIAS



Da espuma primitiva de outras eras,
Das tabas ancestrais, revejo imagens,
Com seus dialetos puros e selvagens,
Ressuscitando antigas primaveras.

Amálgama de cores, nas voragens,
São vultos retratando dor e esperas.
Almas do mundo, que já foram feras,
A lapidar-se em lúcidas passagens.

Tatuagens de florestas esquecidas.
No peito, este calvário de mil vidas
E este vazio enorme... apenas isto...

Vozes que eu ouço, embora bem distantes:
Se o mundo, a naufragar, é o mesmo de antes,
A salvação do mundo é Jesus Cristo!

 

Marcelo Henrique

 

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