
Sofia
(a uma criatura mais humana que os humanos)
No fundo, ela é bem mais que uma cadela
A conviver em nosso mundo-cão.
O seu olhar tão pleno de emoção...
Ah, quanta humanidade nos revela!
Amálgama de luz em profusão,
Sofia, em nosso encontro, é sempre aquela
Que, em lambidas de amor, amores sela
Com seu focinho grato à multidão.
Sofia, o mundo é mau... não a merece!
E, para merecê-la – ó dor cruel! –
Evoluir talvez seja preciso...
Ah, se um de nós, “humanos”, um tivesse
O seu amor canino, tão fiel,
O mundo-cão seria o Paraíso!
Marcelo Henrique