
Vampirismo
Ah, séculos de morte atemporal
Sugando a vida vil de um corpo quente
Como se eu fora a trágica serpente,
A encarnação do Príncipe do Mal.
Flechado pela cruz do impenitente,
Que neste peito anátema é punhal,
Envolto na mortalha do ideal,
Ainda te procuro, ó corpo ardente...
Ao te encontrar, teu sangue, em doses cheias
De vida, eu beberei, até saciar
A morte que circula em minhas veias.
Alma pagã, eterna, amaldiçoada,
Mais beberei da tua jugular,
Se a noite for além da madrugada!
Marcelo Henrique